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Japão com bebê: nossa viagem de carro por Kyushu com o Ale de 7 meses

Adam com o carrinho de viagem do bebê na passarela para a ilha de Aoshima, em Miyazaki

Em julho de 2026 voltamos ao Japão. Era a nossa quinta vez no país, mas a primeira com o Ale, que tinha uns 7 meses. E dessa vez escolhemos uma região nova para a gente: Kyushu, a ilha mais ao sul das quatro principais, de carro, num roteiro de duas semanas.

Spoiler: deu tudo certo. Os medos eram muito mais sobre as coisas do que sobre o bebê. Aqui vai tudo o que a gente aprendeu, do voo ao onsen.

Por que o Japão para a primeira viagem longa com bebê

O Japão é um país que a gente ama, já tinha ido quatro vezes e sabia que é tranquilo, seguro e organizado. Tem voo direto de Vancouver, e a saudade já estava batendo. A ideia inicial era a China, mas estava caro demais, e o preço para o Japão estava bom.

E tinha uma novidade: agora a gente podia alugar carro. Com a carteira de motorista canadense dá para tirar a Permissão Internacional para Dirigir (no CAA), que o Japão aceita. A brasileira não serve para isso, e por isso nunca tínhamos dirigido lá. Com bebê, carro muda tudo: você leva as coisas no porta-malas, para quando precisa e não depende de horário de trem.

Leia também: Viajar para o Japão é caro? e 10 dicas para viajar para o Japão

Nosso roteiro por Kyushu

Chegamos pela Coreia do Sul e entramos no Japão por Fukuoka. De lá, rodamos a ilha de carro:

  1. Fukuoka
  2. Beppu, a cidade dos onsens
  3. Miyazaki, com a ilha de Aoshima
  4. Kagoshima, com o vulcão Sakurajima do outro lado da baía
  5. Kumamoto
  6. Nagasaki
  7. Sasebo
  8. E de volta a Fukuoka, para o voo de volta

Abre a rota com todas as paradas no app do Google Maps do seu celular.

Jardim Sengan-en em Kagoshima com o vulcão Sakurajima ao fundo
Sengan-en, em Kagoshima, com o Sakurajima do outro lado da baía.

Os medos antes de ir

Com o Ale em si, a gente estava de boa. O medo era com as coisas. No Japão tudo é pequeno: o carro é pequeno, o quarto de hotel é pequeno. E como a viagem era low budget (não que tenha sido barata, mas hotel e voo foram no esquema econômico), a gente não podia levar muita mala, nem tinha certeza de que conseguiria despachar tudo.

Nosso carrinho de casa, um Graco 3 em 1, era grande demais. Então compramos um carrinho de viagem, compacto, e foi a melhor decisão. A cadeirinha de carro também é enorme, então alugamos uma junto com o carro, na própria locadora. Ela era pequena e coube direitinho.

Os outros dois medos eram o clima. Julho no Japão é muito quente e úmido, e é época de tufão. Pegamos alerta de tufão e bastante chuva, mas no final deu tudo certo.

Leia também: Ficou na dúvida entre os dois países? Japão ou Coreia do Sul: 10 diferenças

O voo com bebê

Voamos de T’way Air, uma companhia coreana de baixo custo que faz Vancouver e Seul. Por ser low budget, não tinha bassinete (aquele bercinho preso na parede do avião) e nem cinto extra para bebê. O Ale foi no nosso colo o tempo todo, então é um voo mais cansativo para os pais.

Na ida ele dormiu tudo certinho. Na volta ele não queria dormir: não estava incomodado, mas a gente queria que ele dormisse, e isso cansou mais a gente do que ele. O que funcionou:

  • Comida sempre que ele abrir a boca. Sendo ou não a hora de comer, a gente oferecia a mamadeira ou alguma coisinha. Distrai, ocupa e diminui o choro.
  • Capa de amamentação. A gente usa a preta para cobrir o bebê e ajudar ele a desligar, mesmo sem amamentar. Ela também serve de capa para a cadeirinha (guarda essa informação para a dica número um, lá no fim).
  • O barulho do próprio avião. O ronco das turbinas funciona como um ruído branco e ajuda o bebê a dormir.
Adam com o bebê Ale no colo, na janela do avião, no aeroporto de Fukuoka
Adam e o Ale no voo de volta, saindo de Fukuoka.

Carrinho ou canguru? Os dois

Levamos os dois e usamos os dois. No metrô e nas estações tem elevador, então o carrinho resolve. O canguru era melhor para os templos e lugares com escada, terreno irregular ou muita gente.

Adam com o carrinho de viagem do bebê na passarela para a ilha de Aoshima, em Miyazaki
O carrinho de viagem na passarela de Aoshima, em Miyazaki.

Para a chuva, o carrinho tinha capa, então o Ale ficava sequinho. A locadora do carro emprestava guarda-chuva, e a gente estava de tênis à prova d’água. Ficou tudo bem.

Raphaela sorrindo com o bebê Ale no canguru, usando um chapéu de capitão, em Sasebo
O Ale no canguru (e de capitão) em Sasebo.

O calor de julho e o ventilador que salvou a viagem

Estava tão quente que a gente ligava o ar-condicionado do carro e ainda precisava prender o ventiladorzinho no encosto do banco de trás, virado para o Ale, para ele não ficar suando na cadeirinha. Ventilador de clipe com bateria é item obrigatório para o verão no Japão.

Bebê no carrinho de viagem com um ventilador de clipe preso ao lado
O carrinho de viagem e o ventilador de clipe, ainda em casa, prontos para o Japão.

Trocador, mamadeira e a estrutura do Japão

O Ale estava na mamadeira com fórmula, então era tudo mais simples. Fraldário e trocador tinham em alguns lugares. Quando não tinha, a gente trocava no próprio carrinho. Sobre olhares, sinceramente, a gente ignora, então não sabemos se alguém se incomodou.

Hospedagem, berço e onsen com bebê

As hospedagens foram muito boas, mas nem todas tinham berço. E as que tinham nem sempre eram seguras, porque o Ale já estava se mexendo muito. A gente improvisou: encostava a cama na parede para ele não cair.

Em um dos hotéis, a solução oferecida para o bebê era uma grade na cama, e a gente não ficou confortável só com aquilo. Por sorte tinha um sofá no quarto, e um marido engenheiro que olhou para os dois e pensou: dá para resolver. Foi assim que nasceu o nosso berço improvisado. Não é tutorial nem recomendação de segurança, é só como a gente se virou naquela viagem.

Uma dica importante: quase nenhum hotel que a gente achou tinha cancelamento grátis. Então, reservou, vai ter que ir. E foi assim que o Adam, sem querer, reservou um ryokan que era só para adultos. A gente chegou preocupada de o Ale fazer barulho e atrapalhar, mas a senhora que cuidava do lugar abriu uma exceção e acomodou a gente. Ainda bem que era só uma noite, e ficamos muito agradecidos.

Em outro onsen, o restaurante trouxe um bercinho para o Ale ficar do nosso lado durante o jantar. Foi ótimo: conseguimos jantar em paz, com aquela refeição japonesa cheia de pratinhos, sem ninguém no colo.

E a comida do bebê?

O Ale já estava na introdução alimentar, mas a gente não ficou neurótico com isso na viagem. Oferecia arroz japonês, que não tem tempero, e fruta. Quando o hotel não tinha café da manhã, a gente comprava no 7-Eleven. As lojas de conveniência do Japão salvam qualquer pai e mãe. Se quiser saber mais sobre a comida japonesa, temos um post só sobre o que comer no Japão.

O nosso perrengue

Teve um dia em que a gente estava de saco cheio de carregar guarda-chuva e apostou que não ia chover no caminho do carro até o lugar. Caiu um pé d’água, com o Adam e o Ale no canguru. O Ale se molhou um pouco, mas nada demais: corremos para um lugar coberto. Moral da história: em julho no Japão, leva o guarda-chuva.

Os itens que salvaram a nossa viagem

Tudo o que está aqui a gente usou de verdade nessa viagem:

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Nossa dica número um

Coloque o bebê para dormir na cadeirinha, na hora de dormir dele, com a capa por cima. E continue saindo: jante fora, passeie, faça as suas coisas, com ele dormindo ali do lado. Foi assim que a gente teve os nossos momentos tranquilos na viagem.

Viajar com bebê é diferente, mas não é impossível. E o Japão, com toda a organização e gentileza, é um dos melhores lugares do mundo para começar.

E você, já viajou com bebê ou está planejando a primeira viagem? Conta pra gente nos comentários.

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